sábado, 14 de janeiro de 2012

Escalada - Reinaldo Behnken

Fiz essa escala com o guia Adriano do CEC (Clube Excursionista Carioca), escalada tranquila, muito vento frio, mas deu tudo certo. Ambos estavam se “desenferrujando” da escalada, então a escolha do Morro da Babilonia foi ideal. Fizemos a via Reinaldo Behnken em três esticões e em aproximadamente 3hs entre a subida e rapel. A parte do rapel foi a mais tensa, não me lembrava como montar, porém no final tudo deu certo.



Segue algumas informações da via:
Graduação: 3º IIIsup E2 D1
Localização: Morro da Babilônia face Norte,
Data da conquista: 10/02/1984

Conquistadores: Giuseppe Pellegrini, Mario Arnaud e Santa Cruz
Na foto acima é a via numero 3.
Escalavrados - O limite entre trilha e escalada!!!!


Essa foi missão mais complicada do TRJ, enfrentar o Escalavrados! Lugar onde trilha e escalada se confudem, tendo que realizar uma subida técnica o tempo todo. Iniciamos a trilha as 10h30min, o inicio já é na rocha com uma subida muito íngrime, porém o grupo estava muito bom e em aproximadamente 2h20min chegamos ao cume.  A vista lá de cima é sensacional, vemos o Dedo de Deus, o Dedo de Nossa Senhora, a Cabeça de Peixe, entre outros, e hoje não poderia ser melhor o tempo estava sensacional!! O único problema é que lá em cima nao possui sombra e ficamos expostos ao sol o tempo todo. Mas valeu muito a pena.
Após mais ou menos 1h de descanso no cume, iniciamos a descida, nesta hora as sapatilhas castigam os pés, mas foi de fundamental importancia te-las usado, ajudou muito na aderência na rocha. E nesta descida também foi necessário em alguns momentos o uso de tecnicas de rapel.


Enfim, “missão dada é missão cumprida!” como disse o guia Sylvio, e que venha a próxima missão Cascudeira…

Pedra da Gavea - Via Pico dos Quatro

Mas uma aventura se inicia, e se inicia cedo, acordo as 4h30min e preparo os últimos detalhes da mochila e parto rumo ao ponto de encontro para mais uma vez enfrentar a Pedra da Gavea. As 07h12min já estou no Largo da Barra aguardando o pessoal para iniciarmos a subido, cheguei cedo de mais o horário previsto para subirmos era as 08h30min, mas para minha sorte encontro com o Hudson, que fez a Travessia do Caparaó, aguardando um outro grupo para também subir, nisso batmos papo, falamos sobre trilhas, corridas e etc….. e o tempo passa até que as 09h00min iniciamos a subida rumo a Pedra da Gávea.
Vista da Garganta do Céu
Subida muito íngrime, mas já conhecida, mas logo no ínicio da trilha, saímos do caminha tradicional e iniciamos a subida rumo ao Pico dos Quatro. O grupo mantém um ritmo muito bom, somos em 13 pessoas e nenhum “fracoleta” (generalizando, rs), chegamos a Garaganta do Céu onde paramos para tomar um folego, fazer um lanchinho e tirar umas fotos, pois afinal o visual e expetacular.
Após aproximadamente 30min de descanso, iniciamos a subida, ainda mais íngrime, onde é necessário o auxilio de cordas e cabo de aço.

Chegamos a Pedra de São Conrado, onde mais uma vez paramos para descansar e apreciar a bela paisagem,  mas nosso objetivo era chegar a “cabeça” da Pedra da Gávea, então parte do grupo parte para continuar subindo, chegando no nosso terceiro cabo de aço do dia está um belo engarrafamento, muitas pessoas acham que é facil fazer essa trilha aí quando chegam lá e tem que enfrentar a altura e grande esforço físico acabam travando e necessitam de ajuda. Ajudamos algumas pessoas a descer, dissendo onde colocar o pé a mão ou dando apoio físico mesmo. E após longa espera conseguimos chegar ao topo da Pedra. Altas fotos, com efeitos visuais incríveis, a hora passa que nem percebemos……..

Iniciamos a descida pela trilha convencional, e como de costume a Carrasqueira está totalmente interditada, pois é dita como a parte mais dificil da trilha (tenho minhas dúvidas), descemos sem ajuda de cordas, apenas usando as fendas da rocha para apoio dos pés e das mãos. Fizemos a descida em pouco mais de uma hora, isso porque paramos para se resfrecar na cachoeira.
Carrasqueira

Enfim, dia incrivel! E eu desempatei meu combate com a Pedra da Gávea:
Eu:2
Pedra da Gávea:1
Sai ganhando!!!!!!

Dedo de Deus – A melhor escalada que já fiz!

Esse dia demorou, mas chegou. Finalmente fiz uma escalada na serra em alta montanha. Fomos ao Dedo de Deus na Serra dos Órgãos.
Não tenho palavras para descrever a sensação e a emoção desse dia que foi longo, mas passou rápido, acho que posso dizer que foi incrível e inesquecível!
Antes de começar a escalar de fato, temos que enfrentar uma longa trilha super íngreme (cerca de 45min) e depois várias subidas em cabo de aço o que já traz um desgaste físico muito grande, principalmente para os braços.
Na base, preparando para subir
Depois de enfrentar tudo isso, chegamos a base e nos preparamos para começar a escalar. Gustavo e Kate vão à frente e eu e Adriano logo em seguida. Fizemos via Maria Cebola, não é difícil, apenas exige umas técnicas que eu nunca fiz antes como chaminés e atolamentos, mas com as dicas que recebi dos guias consegui vencer todos os obstáculos.
A parte mais critica para mim, foi um lance antes de chegar a Maria Cebola, onde existe uma pequena escalada em horizontal (que é o meu maior medo e que me trava por completo), pois quando tirei a primeira costura cai e pendulei, não foi nada sério e nem o pendulo grande, pois esse lance é pequeno, mas devido ao meu medo travei e fiquei parado olhando para o lance e pensando que nunca iria conseguir. Cheguei a chamar o guia falando que não ia sair dali, porém ele me deu o maior apoio, e depois de cerca de 30min reuni forças, não sei de onde saíram, e consegui vencer . Foi uma grande superação.
Após essa tensão toda ainda tinha as chaminés, técnica que nunca fiz e que estava ansioso para ver meu desempenho. Consegui fazer muito bem, até que é fácil, mas muito cansativo, pois exige de todo o seu corpo (pernas, braços, costas, joelhos).
Escada para alcançar o cume


As chaminés foram praticamente o último lance, mas ao acabar a escalada, ainda temos que enfrentar uma escada para chegar ao cume do Dedo de Deus. A vista lá de cima é incrível, vemos vários outros cumes como: Dedo de Nossa Senhora, Escalavrados, Cabeça de Peixe, e os Dedinhos do Dedo de Deus, em quase todos esses cumes tinham pessoas, uma verdadeira invasão na Serra, então rola o clássico grito: Eh Oh! Todos se comunicam de um cume para o outro.
Voltando pra casa
Saímos as 7:20 e chegamos ao cume as 14:30, descansamos um pouco e já temos que descer para que não pegássemos a noite no meio do caminho. Os rapéis foram tranqüilos, alguns em negativo, outros que pendulam um pouco e outros longos. O mais complicado é enfrentar os cabos de aço na descida com a via molhada, vários escorregões, mas faz parte. Fizemos a trilha já no escuro, sem problemas todos tinham lanternas.
Ao chegar ao estacionamento comemos o clássico pastel e partimos rumo ao Rio. Todos felizes da vida e já pensando quando irá rolar a próxima escalada!

Travessia do Caparaó.

Foi uma experiência incrivel, poder passar 3 dias totalmente voltado para a montanha, superar desafios, enfrentar o frio (chegou a -5°C), mas enfim tudo deu certo, valeu, e valeu muito ter curtido mais essa aventura com a galera TRJ (Trilhas do Rio de Janeiro - www.trilhasdoriodejaneiro.com).













1º dia


Saímos do Rio de Janeiro no dia 22/06/11 por volta das 23hs30min e partimos rumo a MG onde iniciariamos a nossa aventura, após 8 longas horas de viagem chegamos a Caparaó, tomamos um café da manhã superreforçado e em seguida partimos de Jipe até a entrada do Parque, onde todas as cargueiras foram revistadas para conferir se não havia nada impróprio (bebidas, armas, etc….), e após a revista continuamos de jipe até a tronqueira, onde a trilha começa.
Da tronqueira temos que caminhar 3,7km até o primeiro acampamento que está localizado no terreirão, poderiamos ter alugado mulas para levar as cargueiras, mas como verdadeiros trilheiros levamos a mochila nas costas.


Após iniciar os primeiros passos, bate o arrependimento: “Pq nao aluguei a mula” mas já era tarde, temos que continuar a subida íngrime, até chegar no acampamento, sentindo e se adaptando aos efeitos da altitude.
Três horas de caminhada chegamos e montamos acampamento, fazemos nossa refeição, alguns tomam banho (parte mais dificil, pois a água era fria) e dormimos na expectativa de ver gelo na madrugada, mas nessa primeira noite faz “apenas” 1°C o que não é suficiente para gerar gelo.
Mas a noite foi curta pois afinal levantamos as 1h30min para partir rumo ao Pico da Bandeira


2º dia

Pico do Cristal

O segundo dia foi loooooooongo, levantamos as 1h30min e chegamos ao último acampamento as 17h30min aproximadamente. Mas valeu a pena, porque não é qualquer dia que temos a oportunidade de ver o nascer do Sol do 3º Pico mais alto do Brasil. Eram dois os nossos desafios neste dia, Pico da Bandeira e Pico do Cristal.
Chegar ao Pico da Bandeira, podemos dizer, foi fácil, pois todos estavam descansados e o grupo foi em um ritmo moderado, porém tivemos a infelicidade de um dos participantes torcer o pé, um dos momentos tenso deste dia que estava apenas começando. Mas ele foi guerreiro superou os desafios e também conseguiu chegar ao cume.


Chegando ao cume da Bandeira, aguardamos o nascer do sol, em uma noite fria e com um ventinho que congelava, mas derrepente o grande Astro surge no céu dando um grande show. Como a natureza pode nos surpreender a cada dia. Todo o conjunto da natureza estava LINDO!






Após o nascer do Sol continuamos nossa caminhada, paramos em um platô, entre a Bandeira e o Cristal, tomamos café (eu tirei um cochilinho, rs) e aí houve o racha do grupo, somente os caveiras foram ao Cristal.






A subida para o Pico do Cristal é tensa, largamos as cargueiras e fomos leves, em uma escalaminhada, íngrime com pedras enfalsos, mas superamos chegamos ao cume e ver o mar de nuvens a nossa frente foi emocionante. Mas uma tensão nos aguardava ali, um dos participante foi para o lado errado, onde havia um precipicio e por ele estar com fone no ouvido não ouviu a sinalização do guia, não conseguimos chegar a tempo e pensamos que o pior havia acontecido, mas felizmente ele apenas ralou as maos e podemos seguir para o acampamento.



Andamos, andamos, andamos, andamos, andamos………………..andamos, andamos, andamos, andamos……………andamos
E enfim chegamos ao último acampamento e nesta noite vimos gelo, fez -5°C e na manhã seguinte as barracas amanheceram todas congeladas.

Mas uma vez tomar banho foi dificil, mas tivemos que superar mais uma vez o frio…..

3º dia

O último dia foi de turista, visitamos as cachoeiras próximas ao acampamento e quem teve coragem tomou banho (eu não tive toda essa coragem, rs) ao meio-dia partimos e graças a Deus dois Jipes vieram buscar as cargueiras e nós fomos andando (10km).



Para ser sincero alguns participantes conseguiram carona, em numeros tinhamos 34 e apenas 11 participantes fizeram a travessia completa (sem carona e indo ao Pico do Cristal)


Chegando no ônibus fizemos um lanchinho e partimos para almoçar, todos estavam com vontade de comer comida de verdade.
E chegou o fim, agora era só aguardar mais 8hs e estariamos de volta ao Rio de Janeiro….




segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Pico da Coragem

Esse fim de semana foi todo planejado em cima da hora! E resolvemos conhecer o que a nossa própria região poderia nos oferecer em termos de montanhismo, e encontramos um lugar sensacional em Japeri, chamado Pico da Coragem. Já havia ouvido falar desse lugar, devido a prática de voo de asa delta e parapente, mas não sabia que a trilha em si iria surpreender positivamente.

Como não conhecia, fiz umas buscas na Internet, o que não ajudou muito, porque logo a primeira referencia foi furada, dizia que eramos para soltar no ponto da Prefeitura que o início da trilha era ali próximo, só que essa informação estava muito equivocada. Andamos aproximadamente 2km por uma autoestrada estadual até chegarmos ao verdadeiro inicio da trilha. Isso fez com que pensássemos que tínhamos pego o caminho errado. Até que surge a placa indicando o local da rampa de voo.




Encontrado o local, agora é reunir forças para subir, e que subidinha. A trilha é um caminho de pedras, com algumas porteiras que temos que transpassar (o que também gerou um certo receio de estarmos invadindo alguma residencia particular, rs), encontramos alguns animaizinhos, como burro, cavalo, e vacas. Também encontramos algumas fontes no caminho, o que é ideal para reabastecer as garrafas d'água e retomar o folego.






Enfim, após muito andar, chegamos ao cume. E que cume! Uma visão da baixada fluminense que não temos noção quando estamos na correria do dia a dia.



Ainda temos o privilégio de acompanhar de perto dois voos (de parapente e de asa delta) e para a descida uma carona de Brasilia, com um dos caras que levou os equipos de voo.






Ao retornarmos a base começa a chover, não poderia fechar melhor o domingo, tomamos banho de chuva sem ligar para nada...... Pegamos o ônibus e em alguns minutos de volta a nossa cidade.....