sábado, 25 de fevereiro de 2012

Vista Chinesa e Cachoeiras do Horto

E para encerrar a maratona do Carnaval, na quarta feira de cinzas a trilha escolhida foi a da Vista Chinesa. Apesar de ser um trilha famosa e fácil de se fazer, nunca havia ido lá, então me junto ao grupo dos Loucos por Trilhas e partimos em mais essa aventura.

Já no início da trilha, na entrada do parque, temos uma excelente amostra da natureza, belos pássaros, flores e lógico que os micos também não poderiam faltar.





















O grupo como sempre muito bom, animados e fazemos em um ritmo moderada respeitando a limitações da cada participante. A trilha é moderada com alguns trechos com subida um pouco ingrime. Mas a recompensa do visual quando chegamos a Vista Chinesa recompensa toda a subida, vemos o Cristo, Arpoador e os Dois Irmãos de um ângulo único, e lógico que isso rende várias fotos.

Foto do grupo devidamente roubada da Sheila

Visual da Vista Chinesa


Após recuperar o folego, comer um lanchinho começamos a descida para as Cachoeiras. Antes de chegarmos a primeira vamos ao Jequitibá, uma enorme árvore onde devido ao tempo um buraco se formou em seu caule e podemos entrar e ficar em pé no interior dele.

No interior da Jequitibá







Após essa parada começamos a visita as cachoeiras: primeiro foi a do Jequitibá (pois está na trilha onde encontramos a árvore) depois a do Chuveiro e por último a do Quebra.








E assim foi-se a quarta feira de cinzas, com energias renovadas para voltar ao trabalho!

Tinguá

Esse carnaval para sair do agito da cidade e do fervo dos blocos, fomos a um refúgio aqui próximo: Tinguá. Um bairro tranquilo de Nova Iguaçu cercado pela Mata Atlântica e com muitos pontos de rio onde podemos nos refrescar do calor que estava enorme.

Para chegar ao destino é simples porém demorado, são duas conduções (trem até Nv. Iguaçu e ônibus do centro de Nv Iguaçu a Tinguá) e depois de aproximadamente 2hs chegamos ao local. Uma pracinha tranquila remetendo a cidade do interior onde tiramos várias fotos. Resolvemos antes de ir para o rio almoçar em um dos restaurantes, comida simples mas muito boa e depois partimos.


















Após uma pequena caminhada subindo, chegamos ao limite da entrada da Reserva Biológica, onde a entrada é proibida, ficamos ali no limite curtindo o visual e aproveitando as águas do rio tirando altas fotos e assim passa a tarde, depois vamos descendo acompanhando o rio até que paramos em um barzinho às margens comemos uns petiscos curtimos mais um pouco e encerramos o dia.






Ah... já ia me esquecendo, chegando ao centro de Nova Iguaçu fomos ao shopping para encerrar esse dia, que foi muito bom, tomando um sorvete.




sábado, 11 de fevereiro de 2012

Boulder e Top Roupe Arpoador

Nesta última sexta-feira (10/02/12) pela primeira vez pratiquei boulder, modalidade de escalada que consiste em escalar pequenos blocos de pedra, geralmente com altura não superior a 6 metros, onde os movimentos para finalizar o boulder são geralmente de extrema dificuldade técnica e exigem força, e usa-se apenas sapatilha e magnésio para ajudar na ascensão.

Também praticamos Top Rope outra modalidade de escalada em que a corda que dá segurança ao escalador é presa acima do usuário enquanto a outra ponta fica com o participante que presta a segurança.

Não conhecia essas vias localizadas no Arpoador, que variam de 3º a 7º, com horizontais, negativos, aderência e muita técnica. Confesso que me sai muito bem na via onde a aderência era necessária, mas já nas negativas e que dependiam de força no braço consegui apenas fazer alguns lances e obter alguns arranhões.

Mas valeu muito a pena ter ido, principalmente pelo fato de conhecer novas pessoas das montanhas, ter a oportunidade de ver um belo luar e curtir um pós espetacular.

Top Rope

Top Rope

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Pedra Hime

Essa trilha me gerou grande expectativa desde o dia que foi postada que ela iria acontecer, pois simplesmente as fotos do lugar eram incríveis e eu tinha que conhecer pessoalmente para conferir tamanha beleza.

Cume da Pedra Hime ao fundo

Como de praxe, levanto muito cedo, faço os preparativos e as 9hs estou no ponto de encontro, de onde partimos rumo a Jacarepaguá para começarmos a trilha. Porém ao chegarmos ao local o acesso está fechado e temos que improvisar uma subida na árvore e pular um muro e cruzar a pedreira.

Pulando o muro

Após toda essa emoção finalmente chegamos ao lago, e conferimos realmente a beleza encantadora, ficamos admirando, tirando algumas fotos e partimos, afinal o nosso objetivo era o cume.




A trilha estava classificada como moderada, mas com certeza não é, pelo menos uma semi-pesada ela seria.

O sol estava muito forte, porém a trilha é bem fechada e não ficamos expostos a ele, mas o cansaço batia forte e em alguns momentos era necessário uma pausa para continuar a subida que é muito íngreme. O mais complicado é que não tem água no caminho então temos que racionar a água que temos para não ficarmos sem.

Essa trilha é completa, tem de tudo um pouco, passa por capinzal, trepa preda, uso de corda, passa por umas bromélias assasinas (cheia de espinhos e não tinha como fugir delas), mas a recompensa chega quando finalmente alcançamos o cume de onde avistamos parte da Floresta da Tijuca, o bairro de Jacarepaguá e o lago lá em baixo. Ficamos alguns minutos no cume (estava muito sol e não havia sombra, a não ser do meu guarda chuva e o da Amanda, rs), tiramos fotos, lanchamos e descemos.




Psicobloc


Ao retornar a parada no lago foi revigorante, tanto que o tempo voou neste momento, alguns nadaram, outros fizeram psicobloc, e outros (como eu que não sabe nadar) ficaram apenas na beiradinha do lago que chega até a 16 metros de profundidade.




Após toda essa curtição, nada melhor que um pós com a galera, todos secos querendo muito líquido, alguns lanchinhos e jogar conversa fora. Muito show essa dia e estar com essa galera sempre vale a pena.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Ilha de Paquetá

Esse dia foi incrível, voltar a Ilha de Paquetá e ter uma outra visão da ilha realmente não tem preço, como diria a propaganda, rs. Reunir toda a galera, rever amigos que a um bom tempo não encontrava e curtir um sol maravilhoso foi espetacular.


Serra dos Órgãos visto da Barca

Já nas dentro da barca, contemplo o primeiro visual, a Serra dos Órgãos que se destaca totalmente imponente no horizonte. Da última vez que estive lá não tinha percebido, ou não havia me chamado atenção por na época não está com o montanhismo na veia.

Após cerca de uma hora de travessia de Barca chegamos a Ilha e iniciamos a nossa caminhada, como verdadeiros "fotoletes" tirando foto de cada detalhe que encontramos pelo caminho. Cada flor, cada árvore, cada paisagem não passa desapercebido, e o resultado disso são excelentes cliques.





















E no meio de tanta beleza, uma garça resolve fazer pose para as nossas máquinas, ela fica imóvel toda graciosa aguardando a sessão de fotos terminar.





Fomos também a Pedra da Moreninha. Lugar que foi palco de uma grande história de José de Alencar, o livro A Moreninha, que até hoje não consegui terminar de ler, rs. Outro lugar encantador, lá do alto temos uma visão privilegiada de uma boa parte da ilha e principalmente do Parque onde se encontram as ruínas, e esse é o nosso destino final.


Visual do alto da Pedra da Moreninha


Tendo que pegar a Barca de volta para o Rio as 17h30min, não concluímos toda a volta, terminamos no parque visitando as ruínas de onde temos outro grande visual, as ruínas parecem verdadeiros labirintos onde podemos brincar de montar o melhor caminho para alcançar o topo, na volta visitamos algumas grutas e por fim retornamos ao pedalinhos para um pequeno descanso  e pegamos a barca de volta de onde começamos a assistir o Grande Astro se pondo e ficando na memória e nos cartões das máquinas os registros desse dia maravilhoso.









quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Travessia Vila Inhomirim x Petrópolis

Esse dia foi meio inesperado, pois fazendo algumas pesquisas na net, achei um site falando dessa travessia e logo me interessei em fazê-la. E aproveitando o meu período de folga, busquei todas as informações e parti rumo a mais essa aventura.






Achei que a melhor forma para ir seria de trem mesmo, visto que era meio de semana e com certeza o trânsito na Av. Brasil deveria estar com um congestionamento gigantesco. Porém mal sabia eu que a aventura já começaria no meio de transporte.







 Pego o trem em Queimados até São Cristóvão, onde faço a baldeação para Saracuruna, onde tenho que realizar mais uma baldeação para o ramal Vila Inhomirim, neste trecho o percurso não é eletrificado e a composição é puxada por uma locomotiva a diesel.





 

Após essa longa viagem, chego ao local do início da trilha, e com as orientações buscadas, logo consigo localizar o início do Caminho do Ouro, como também é conhecida essa travessia. Ela é toda feita de pedras coloniais e foi construídas em 1724 por escravos de Bernado Soares de Proença, rico fazendeiro da cidade, que trazia ouro de Minas Gerais até a cidade do Rio de Janeiro, passando antes por Magé.





A trilha segue por dentro da Mata Atlântica e é muito fechada, apenas em alguns momentos conseguimos visualizar as montanhas ao redor e encontramos algumas cachoeiras pelo caminho, que infelizmente, não estão tão limpas assim. Há muito lixo nas margens de pessoas sem consciência, fazendo um grande contrate negativo com a beleza local.


Tronco caído no meio da trilha



A trilha segue sempre sem muitas variações, por se tratar de uma estrada, não há grandes subidões e nem muitos obstáculos naturais, apenas as vezes uns troncos de árvores caídos para dar um pouco de emoção.








Após cruzar um matagal com matos com cerca de 2 metros de altura chego a pouco mais metade da travessia onde existe um pequeno riacho que tem que ser cruzado, não é um grande riacho, pois está perto da nascente, neste ponto paro para fazer um lanche, descanso um pouco e prossigo. A partir daí o calçamento praticamente desaparece, então sigo apenas por uma estreita trilha até chegar ao final da travessia, que durou 2hs30min. 





terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Circuito das Grutas, Morro Archer, Bico do Papagaio e Cocanha

Como não havia programado nada, neste último domingo (22/01) resolvi passar o dia na Floresta da Tijuca em busca de alguns cliques interessantes e de conhecer algumas trilhas que ainda não tinha feito. Cheguei na Floresta as 10hs45min e sai aproximadamente as 16hs, pois como estava sozinho e com intuito de fotografar não corri, fiz tudo na maior calma e analisando cada detalhe para poder registrar.




Já no início na trilha do Estudante e no caminho até o restaurante A Floresta consigo belos cliques. Várias flores e árvores são fotografadas, afirmando assim que por mais que façamos a trilha várias vezes ela ainda pode nos surpreender.







Inicio pelo Circuito das Grutas, nunca tinha feito essa trilha, estou com um mapa com as indicações, mas infelizmente o mapa não é muito fiel e em alguns momentos tenho que seguir os instintos, com isso até que consigo completar toda a trilha, porém não consigo localizar todas as grutas 

Interior da Gruta Belmiro








Após encarar as grutas, parto rumo ao Bom Retiro onde paro para descansar um pouco, bebo uma água, faço um lanche e decido ir ao Bico do Papagaio, nunca havia feito esse trajeto também. Essa trilha é bem constante e não muito puxada e nela conseguimos acesso a outros cumes, e lógico não resisto e vou a todos.





O primeiro a ser visitado é o cume do Morro do Archer, pois é a primeira bifurcação que encontro, e ao sair da trilha principal já inicia uma subida íngreme, porém curta, o visual la de cima não é tão espetacular então não me demora neste cume.


Do Morro do Archer parto para o Bico do Papagaio, a trilha continua bem tranquila e com muitos cliques no decorrer dela, encontro com um lagarto enorme, pena que não deu para fotografar pois ele passou muito rápido por mim, chego em um clareira onde para a esquerda segue para o Cocanha e para a direita Papagaio, pego o caminho da direita e ai sim começa um trecho com emoção, bem íngreme onde preciso usar as mão para conseguir subir. Do cume temos uma vista panorâmica de todo o parque e de alguns cumes. Visual incrível, onde mais uma vez paro para descansar beber água, lanchar e mais uns cliques.


Vista panorâmica do Cume do Bico do Papagaio



 Após cerca de 30 minutos no cume do Bico do Papagaio, inicio a descida e ao chegar a clareira que dá para o Cocanha vem a indecisão se parto para a base ou se subo mais esse cume, e claro a opção de subir vence, então parto para o meu último cume do dia. A subida também é um pouco íngreme, mas a parte final que é complicada, pois para estar no cume literalmente temos que subir em uma pedra usando técnicas de escaladas, e já devido ao cansaço não consigo de imediato, até que resolvo estudar o ambiente e descubro que existe uma maneira por trás de subir, meio que fazendo chaminé. Enfim no cume visualizo vários outros cumes: Papagaio, Pico da Tijuca, Pedra do Conde, Pedra Bonita, Pedra da Gávea e Corcovado.

Vista do Cume do Cocanha
Neste cume descanso, não havia ninguém nele, e quase fico sem água, minha garrafa escorrega e se não fosse o galho de uma árvore só teria água no final da trilha. Aprecio o visual e inicio a descida, na volta ainda mais alguns cliques e termino esse dia com a sensação de dever cumprido, valeu muito a pena não ter ficado em casa.