terça-feira, 17 de abril de 2012

Angra x Lídice

Feriado de Páscoa, o que fazer? Resolvo refazer a travessia Angra x Lídice, com o principal motivador: Na primeira vez que fiz esqueci a máquina fotográfica, e agora precisava registrar a beleza encantadora do Parque Nacional do Cunhambebe. Partimos no sábado bem cedo (as 6hs estávamos saindo de Nova Iguaçu) para enfrentar um dia inteiro de caminhada.







Essa travessia, possui todo um charme especial, pois se passa pelos trilhos do trem, que sobe zigue zagueando a serra, chegando a uma altitude máxima de 655m. Como a caminhada é pelos trilhos não sentimos tanto o desnível da subida, apenas quando paramos para montar o acampamento, percebemos o quanto estávamos mortos.

Iniciamos a caminha por volta das 9hs em Angra, a primeira dificuldade era localizar o inicio da via férrea, que mesmo pedindo ajuda aos moradores, eles não sabiam informar direito, mas no fim encontramos um grupo de senhores que nos auxiliam e ainda nos dão "toques" para que fiquemos espertos, pois nesta trilha há um certo histórico de assaltos.


Por fim, localizamos a linha do trem e logo em seguida o primeiro túnel, que possui 182 metros, e ao cruza-lo saímos em um pequeno vilarejo, que devido a estarmos um pouco assustados com as recomendações dos moradores, vamos correndo, sem muitas paradas e nem fotos.







O dia segue tranquilo, sem muito sol, cruzamos algumas pontes, riachos e após cerca de 7hs andando chegamos a antiga estação de Jussaral, onde montamos nosso acampamento. Chegamos com a chuva se preparando para cair, montamos as barracas rapidamente, porém tenho uma surpresa com a minha, as varetas arrebentaram e tivemos que dar um "jeitinho brasileiro" para conseguir. Tomamos banho, e almoçamos todos dentro da mesma barraca, esperando a chuva passar.


















Quando a chuva da um trégua, vamos "explorar" a região, pois tem algumas bifurcações que outras pequenas trilhas, andamos por essas trilhas, até que escutamos um barulho vindo da direção das nossas barracas, voltamos correndo para verificar o que era, porém não vimos nada. Neste momento já estamos mega cansados, resolvemos tirar um cochilo e acordar mais tarde para jantar.

Após recuperar as energias, jantamos, conversamos e curtimos a noite nublada e novamente voltamos a dormir (nenhum dos três havia dormido de sexta para sábado, então o sono acumulado era grande, rs), porém de madrugada a Lua cheia nos presenteia com um belíssimo espetáculo, iluminando toda a estação como se estivéssemos com as lanternas ligadas, aproveito esse momento para tirar algumas fotos e volto a dormir para se preparar para o segundo dia.


Lual na Estação de Jussaral


No segundo dia, levantamos bem cedo, preparamos o café e desmontamos acampamento e após um bom banho partimos. Esse dia a beleza da natureza é ainda mais encantadora, porém o sol castiga com sua força. Esse dia também foi o da contagem regressiva, pois tínhamos que pegar o ônibus as 18hs30 em Angra, então cada passo nosso foi cronometrado, estávamos fazendo no início 1km em 10min e depois caímos para 1km em 15min.

Em uma das pontes



O segundo dia também foi o dia dos sustos, encontramos uma cobra coral no meio do caminho, Vanderson caiu da ponte ficando preso entre os dormentes e Leandro cai na cachoeira, mas tudo sobre controle e rimos dessas situações depois.

Cobra trilheira




Também foi o dia mais puxado, andamos cerca de 10hs até concluir a travessia, na estação Alto da Serra, após o 15 túnel seguimos mais três quilômetros pela linha do trem e após isso resolvemos ir pela cidade, pois nossos pés já não aguentava mais andar pisando e pulando de dormente em dormente.

Mortos na estação Alto da Serra, e ainda faltavam 8km


Chegando em Lidice, tomamos um Coca-Cola gelada pegamos o busão e voltamos para Angra e vemos tudo o que nós subimos e andamos em 2 dias o busão fez em 1hs, faz parte e muito compensador ter vivido essa aventura.

Me prometi que não faço mais essa, mas da primeira vez disse a mesma coisa e depois de 1 ano eu voltei, será que Angra x Lidice me verá novamente


Informações da travessia:


Início ------ 20k ------> Estação Jussaral ----- 18k -----> Estação Alto da Serra ---- 8.5k ---->  Estação de Lídice (Total: 46.5 km)
Início ------ 20k ------> Estação Jussaral ----- 18k -----> Estação Alto da Serra -- 4.1k --> Bar/Escola -- 3.9 --> RJ-155 (Total: 46 km)

Túneis


   Primeiro Túnel: Túnel 1 de 182 metros;
   Segundo Túnel: Túnel 2 de 136 metros;
   Terceiro Túnel: Túnel 3 de 120 metros;
   Quarto Túnel: Túnel 4 de 74 metros;
   Quinto Túnel: Túnel 5 de 51 metros;
   Sexto Túnel: Túnel 6 de 63 metros;
   Sétimo Túnel: Túnel 7 de 66 metros;
   Oitavo Túnel: Túnel 8 de 89 metros;
   Nono Túnel: Túnel 9 de 62 metros;
   Décimo Túnel: Túnel 10 de 54 metros;
   Décimo Primeiro Túnel: Túnel 11 de 113.30 metros;
   Décimo Segundo Túnel: Túnel 12 de 120 metros;
   Décimo Terceiro Túnel: Só há as ruínas dele;
   Décimo Quarto Túnel: Só há as ruinas dele;
   Décimo Quinto Túnel: Túnel 15 de 212 metros;
   Décimo Sexto Túnel: Túnel 16 de 115 metros.








sábado, 3 de março de 2012

Pedra do Elefante e Costão de Itacoatiara

Após duas tentativas frustadas de atravessar a poça para fazer trilhas, finalmente a chuva não nos pegou de surpresa e conseguimos finalmente fazer o Costão e de para esquentar antes ainda fizemos a Pedra do Elefante.

A subida para a Pedra do Elefante se inicia na divisa de Niterói com Maricá, uma subida bem íngreme já no início, porém em trilha fechada, então pelo menos o sol não ajuda a desgastar as energias. Fazemos em ritmo bem leve, sem correria, admirando as belezas da natureza e respeitando as limitações de cada um.


Início da Subida a Pedra do Elefante

Uma pausa para recuperar o fôlego


Essa trilha possui algumas bifurcações que se não prestar atenção seguimos facilmente para o caminho errado, mas basta parar e analisar com calma que conseguimos visualizar alguma marcação que indicará o caminho correto a seguir.



Após um bom tempo de trilha (cerca de 1hs mais ou menos, esqueci de marcar o tempo, rs) chegamos a parte de escalaminhada, a parte mais puxada, pois a subida continua bem íngreme e proteção das árvores contra o sol acaba. Após um primeiro estirão de escalaminhada chegamos a um platô de onde temos a vista do Costão,  descansamos ali, fazemos um lanchinho e prosseguimos para um último trecho de escalaminhada.



Vista panorâmica do platô




Finalmente chegamos ao cume, vista incrível da cidade de Maricá, o tempo ótimo e muito sol, o que impede a nossa permanência por muito tempo. Recuperamos as forças, e após uns 30min descansando iniciamos a descida, pois ainda tínhamos que fazer o Costão.

Cume Pedra do Elefante


















Como a trilha do Costão e totalmente exposta ao Sol o casal que estava conosco resolve não ir, então apenas eu e Marcos iniciamos essa outra trilha, lógico que depois de um belo e reforçado lanche e renovação do nosso estoque de água (que por sinal bebemos muita água e durante o caminho não tem ponto para pegar mais).

Antes de iniciarmos a subida, damos uma esticada até a Enseada do Bananal, local onde estava havendo prática de rapel e algumas cordadas escalando, não ficamos muito tempo pois os profissionais (?) que ofereciam a prática de rapel não foram muitos simpáticos com a nossa chegada, e para manter o clima legal e continuarmos curtindo resolvemos voltar e cumprir o nosso objetivo que era o Costão.





Nessa volta o Marcos sente o músculo da perna e concluir a trilha já fica mais complicado, também encontramos duas pessoas perdidas, Wilian e Paulo, que haviam pegado uma bifurcação e feito a trilha que está interditada devido a desmoronamentos por causa das chuvas, eles se unem a nós e voltamos para a bifurcação onde se incia a trilha do Costão.

Neste ponto Marcos e Paulo ficam nos aguardando e eu subo o Costão com o Wilian, outra subida muito íngreme, totalmente exposta ao sol e só com escalaminhada, porém ela é rápida e mais uma vez o visual é recompensador, tiramos algumas fotos, admiramos a paisagem e descemos.

Cume costão







E para terminar o dia um tibum na praia e água de coco, afinal depois dessa maratona, isso é muito merecido! E já no busão retornando um belíssimo por do Sol.








sábado, 25 de fevereiro de 2012

Vista Chinesa e Cachoeiras do Horto

E para encerrar a maratona do Carnaval, na quarta feira de cinzas a trilha escolhida foi a da Vista Chinesa. Apesar de ser um trilha famosa e fácil de se fazer, nunca havia ido lá, então me junto ao grupo dos Loucos por Trilhas e partimos em mais essa aventura.

Já no início da trilha, na entrada do parque, temos uma excelente amostra da natureza, belos pássaros, flores e lógico que os micos também não poderiam faltar.





















O grupo como sempre muito bom, animados e fazemos em um ritmo moderada respeitando a limitações da cada participante. A trilha é moderada com alguns trechos com subida um pouco ingrime. Mas a recompensa do visual quando chegamos a Vista Chinesa recompensa toda a subida, vemos o Cristo, Arpoador e os Dois Irmãos de um ângulo único, e lógico que isso rende várias fotos.

Foto do grupo devidamente roubada da Sheila

Visual da Vista Chinesa


Após recuperar o folego, comer um lanchinho começamos a descida para as Cachoeiras. Antes de chegarmos a primeira vamos ao Jequitibá, uma enorme árvore onde devido ao tempo um buraco se formou em seu caule e podemos entrar e ficar em pé no interior dele.

No interior da Jequitibá







Após essa parada começamos a visita as cachoeiras: primeiro foi a do Jequitibá (pois está na trilha onde encontramos a árvore) depois a do Chuveiro e por último a do Quebra.








E assim foi-se a quarta feira de cinzas, com energias renovadas para voltar ao trabalho!